segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reparei...

Em jeito de reparo e somente porque entendo que o aspecto também conta, achei que a Universidade, principalmente Gerais, Pátio e Via Latina estão muito mal conservados. E mais vexatório é que se trata de um património da humanidade...

Construído, é certo, no tempo do Estado Novo, com aquelas fachadas de grandiosidade típicas do regime e também do fascismo (v. as obras de Mussolini, Hitler, etc.) e depois de certos estados comunistas (Rússia, China, etc.).

Mas, nada melhor que a imagem.

Veja-se só a degradação das paredes das capelas no Pátio da Universidade... Podiam estar piores, dir-se-á, mas já assim são vergonhosas... como queremos fomentar o turismo, sem que sejam dadas condições estéticas?

Não há dinheiro? Para onde vão os milhões da UE? Para onde, grite-se, pergunte-se, ninguém quer saber... depois andam todos em luta uns com os outros, talvez para esconder alguma coisa... Em Portugal todos "gritam" (denunciam) uns com os outros por palavras e só escrevem contra os que menos contribuem para a "poluição" (subentenda-se, a corrupção).

Uma falha, um simples esquecimento é logo eleito em cavalo de batalha e, muitas vezes, escondem, fazendo ruído e despistando, a verdadeira causa da causa, ou seja, o verdadeiro culpado (ou culpados).

Deixem de bater no ceguinho, olhem para si próprios, assumam-se e talvez as coisas corram melhor, com maior desenvoltura e possibilidades de trazer benefícios para a sociedade.

Mas, de que vale dizer tudo isto, quando a educação do português é o que é, é o que resulta dos ensinamentos para a malandrice que está a atingir os mais recônditos alicerces do Estado?

Portugal só se emendará, quer dizer, só terá possibilidades de escapar ao desastre anunciado inteligentemente e com perspicácia por MC (Medina Carreira), ou seja, à "dêbacle", se tiver um escol completamente higienizado que lidere uma verdadeira mudança das coisas.

Para isso é necessário saber separar o trigo do joio, procurar uma solução com sabedoria e com base no suporte de qualquer povo: a sua idiossincrazia, a sua genuína capacidade.

Enquanto andarmos todos a criticarmo-nos uns aos outros, só perduraremos este estado de coisas, pois limitamo-nos a lançar a confusão e a dispersão, em vez de a resolvermos...

É a tristeza de um país pobre, que não sabe gerir o que tem... e o que lhe dão de mão beijada.

Só alguns, eleitos os arautos do povo é que beneficiam dessas prendas, desses subsídios, sem dar contas a ninguém...

E é claro, os opinion makers atiram-se à Justiça, aos seus operadores, porque sabem que daí pode vir algum ataque.

Mudem-se, calem-se, envergonhe-se os operadores, porque assim podemos reinar e atirar-lhes à cara as suas faltas... É asim em todos os sectores da mundo do trabalho! Mera javardice... e não há autoridade que valha, nem mesmo autoridade moral!...

Será que Santana Lopes tem razão, quando envereda por caminhos de ordem pessoal condenáveis, dado que afinal a actuação dos prendados, dos arautos da rectidão, está inquinada e propensa a actuar de modo contrário?

Eis a foto de Coimbra (pátio da Universidade), onde se vê o estado das paredes e da pedra dos monumentos:




Repare-se como as paredes estão maltratadas. Mas isto é geral nos edifícios vários. E até a pedra não está conservada...