domingo, 28 de março de 2010

De novo o inefável BP, Medina Carreira e Eça...

Muito breve: o recente artigo do BP (em 26-03-2010) impõe, por aplicação da sua própria lógica intrínseca, que o Correio do Minho o risque com o relembrado (e para ele saudoso) lápis azul!...
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Medina Carreira mais uma vez zurziu na economia nacional e sobretudo nos economojornalistas e quejandos, como o entrevistador. Deixou expresso que não há que embandeirar em arco com o optimismo gerado pelos indicadores do 2º. trimestre quanto ao PIB... pela simples razão de que eles são fruto da intervenção do Etado nos diversos sectores, substituindo-se em grande escala aos investimentos privados, que escasseiam ou são nulos. É para estes, para o seu incentivo, que se devem voltar os olhos, sobretudo os do governo, ou governos sérios a criar - quiçá por iniciativa presidencial (o que lhe parece inexequível).
Mas... o que me impressionou foi a alusão dele ao texto do livro de Mário Soares no Portugal Amordaçado, onde refere o esfrangalhamento da situação política/partidária no regime republicano desde 1919 até ao 28 de Maio.
Desconhecia este raciocínio do autor/político.
É quase tirado a papel químico da principal propaganda do Estado Novo salazarento......
É que aquela situação que se verificou na 1ª. República tem variadissimas causas, cada uma delas com o seu peso. Em especial, a situação financeira do País depois da Grande Guerra, que gerou despesas públicas superacrescidas, a grande inflação daí resultante e também a grande juventude do regime, sujeito a reacções as mais diversas por parte de monárquicos, que apareceram até infiltrados nas hostes do Sidónio.
Mas, o que mais impressiona é que na história do Orçamento (que era, como se sabe, referente aos meses de Julho a Junho do ano seguinte), o respeitante ao ano civil de 1925-1926 (ano do 28/5) estava equilibrado.
Foi a 1ª. vez que o Orçamento apareceu com equilíbrio. E quem era o Minitro das Finanças? O Afonso Costa...
E ninguém faz alusão a isto, que deveria ser realçado por aquele autor, cujo pai foi afinal governador civil no tempo do regime que critica...
Contradições...
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Reli há pouco o crime... não posso deixar de assinalar a descrição e o pensamento do Padre acerca de Amélia: depois de dizer que tudo nela o encantava, remata com este prodigioso reparo, depois de "bater o pé" por estes "desfalecimentos": "- Que diabo, é necessário ter juízo! È necessário ser homem!" Ah, ah, ah, depois... de um comentário de homem, o padre instrospecciona-se e apela por juízo... simplesmente genial este fino humor!...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Uma palestra....

Uma palestra de meu Pai nos idos de 1972...










Uma biobibliografia...

'''OLIVEIRA BRAGA, António.'''Advogado e político, n. em Braga a 31-VII-1905, falecido em Braga em 18-II-1988. Em 1930 obteve licenciatura na Faculdade de Direito de Coimbra, após o que passou a exercer advocacia na sua cidade natal, tendo exercido antes, e durante cerca de 6 meses, as funções de Delegado do Procurador da República na mesma cidade. Ainda estudante liceal foi presidente da Academia de Braga, 1923-1924, e de 1927 a 1930 membro da Direcção do Centro Republicano Académico de Coimbra. Foi também presidente do Orfeão de Braga, presidente da delegação de Braga nos triénios de 1953 a 1959 da Ordem dos Advogados, vice-presidente da Assoiação Jurídica de Braga e desde 1963 seu presidente até ao seu falecimento. Foi membro activo do Centro Republicano Académico de Coimbra, de 1925 a 1930, advogado da Comissão Dsitrital de Braga do Movimento da Unidade Democrática (MUD), 1945, membro da comissão distrital de Braga e mandatário das candidaturas dos generais Norton de Matos, 1949, e Humberto Delgado, 1958, e designado como candidato a dedputado da Oposição à então Assembleia Nacional pelo círculo eleitoral de Braga em 1957; em 1969, foi também can didato pela CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática) em Braga (ao arrepio dos candidatos Tinoco de Faria e Cunha Coelho, que se uniram para o vetar, no que não foram seguidos p+elos demais, de entre eles o Dr. Carlos Magalhães, médico em Vieira do Minho). Aderiu em Maio de 1974 ao MFA e contribuiu activamente para a implantação do então PPD (hoje PSD) no Distrito de Braga, de onde se retirou logo em 1975, aquando do 1º., Congresso, por discordância com a orientação seguida em Braga por adeptos como Eurico de Melo. Colaborou em ''República'', ''Diário de Lisboa'', ''A Mocidade'' (órgão académico de Coimbra, de que foi subdirector), ''Scientia Ivridica'', ''Vida Mundial'', ''Diário Popular'', boletins rotários de Braga e Lisboa, e publicou: ''Crime do Monte de S. Jorge'' (minuta de recurso), 1940; ''Idealismo e Realismo no Homem de Leis'' (conferência proferida na Associação Juirídica de Braga), 1955; ''Nas Quatro "Liberdades".. de um Governo Trintenário''; ''Rotary, Política e Religião'' (tese apresentada à Conferência do Distrito Rotário Português, reunido em 1948 na Figueira da Foz); ''O Medo das Palavras'', 1972; ''Documentos Políticos'', 1974; ''Os Direitos do Homem e a Constituição'', 1978; ''Machado Vilela e a Comundade Lusíada''; ''A Questão das Taxas sobre os Vinhos Verdes'' (minuta de recurso), 1965; Uma Questão da Santa Casa da Misericórdia de Braga (minuta de recurso), 1971, etc..

terça-feira, 2 de março de 2010

Criação Teatro Académico do Liceu Sá de Miranda


Uma "relíquia" sobre o Liceu Sá de Miranda em Braga, para, quem quiser, guardar... sobretudo se tiver parente(s) na foto...