quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oportunistas...

Ontem comemoraram-se, mais ou menos por todo o rectângulo, os 100 anos do 5 de Outubro...
Nos dias de hoje, comemora-se um evento que foi motivado pela crise em que o país mergulhou e que ainda hoje persiste, agarrada como uma lapa ao povo sacrificado, que muitas vezes é o verdadeiro culpado, pois elege para o poder quem, apesar das promessas, não a resolve, não a erradica, umas vezes por conveniência outras por ignorância.
Mas, é triste ver que os chamados políticos se comportam como tal, exactamente porque manejam a seu bel-prazer a crise (ou as crises).
E o mais espantoso é que esses ditos políticos (de hoje) aparecem como se fossem os continuadores daqueles que ao tempo procuraram resolver o problema do país, tão exemplarmente expresso por Antero de Quental anos antes (bem antes) da implantação da República.
Que desfaçatez... ver/ouvir "personalidades" que apregoam os valores daquela época, como se os tivessem por guia nas suas actividades.
Só um exemplo: andam a inaugurar escolas restauradas, como se elas fossem um exemplo da continuação da educação/instrução encetada pelo regime republicano (foi este o discurso de Sócrates e de outros pequenotes seguidores, como o "Mesquita da Câmara").
Esquecem-se que a qualificação daquela altura era bem mais positiva, pois os republicanos (os verdadeiros)começaram a inaugurar LICEUS e ESCOLAS PROFISSIONAIS.
Estas, foram um baluarte para o ensino de uma profissão aos jovens, de tal maneira que estes saíam para a labuta da vida (struggle for life) já com conhecimentos bastantes para exercer uma profissão...
O que é que vemos hoje? A massificação, escolas enormes, sem controlo e onde se ensina o quê? O que é que os jovens sabem, quando saiem da escola? Nada, porque talvez também não lhes saibam ensinar...
Enfim, um enorme edifício educativo que não serve para nada!...
Os alunos de hoje a única coisa que aprendem é dizer que está tudo na internet e que basta lá ir procurar (nem que, para isso, se gaste um dia, dois anos ou mais); que importa, o que interessa é saber se o aluno é inteligente e sabe procurar como deve ser; ou seja, com isto desenvolve-se o oportunismo, a facilidade e o espertismo, que está bem patente na acção dos nossos políticos, que também não sabem fazer o que quer que seja...
Chega por hoje!