terça-feira, 10 de novembro de 2009

A República...e Vital Moreira

"Se bem procurei, em vão busquei qualquer referência às comemorações do Centenário da República. Lapso lamentável ou inaceitável ausência deliberada?" Escreveu Vital Moreira no seu blog...
Não me parece nem uma coisa nem outra.
Porque razão havia um governo (poder executivo) de se preocupar com isso?
A sugestão implícita de VM constitui mais uma tentativa de dirigismo na política. Que nunca deixou de estar presente na sua mente: tudo controlar, para tudo estar dominado... velhas preocupações de outrora!...
Versar sobre o tema no programa de governo seria até, em última análise, um ultraje à própria República de 1910 e aos ideais que a impulsionaram!...

domingo, 18 de outubro de 2009

O Abade...

Há muitos abades!... Melhor, em tempos existiram muitos abades... Caricaturados até por grandes escritores...
Mas, agora iremos iremos falar de um outro abade: o célebre Abade da Loureira, famoso por ser muito rico e ter deixado uma grossa maquia por herança. Quem a recebeu?
Versaremos este assunto mais tarde, procurando contar os pormenores...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Medina Carreira/Mário Soares

Ontem - como deve ter sido ouvido pela generalidade das pessoas (se não, sempre há o recurso â sic online) - o Medina Carreira mais uma vez zurziu na economia nacional e sobretudo nos economojornalistas e quejandos, como o entrevistador. Deixou expresso que não há que embandeirar em arco com o optimismo gerado pelos indicadores do 2º. trimestre quanto ao PIB... pela simples razão de que eles são fruto da intervenção do Etado nos diversos sectores, substituindo-se em grande escala aos investimentos privados, que escasseiam ou são nulos. É para estes, para o seu incentivo, que se devem voltar os olhos, sobretudo os do governo, ou governos sérios a criar - quiçá por iniciativa presidencial (o que lhe parece inexequível).

Mas... o que me impressionou foi a alusão dele ao texto do livro de Mário Soares no Portugal Amordaçado, onde refere o esfrangalhamento da situação política/partidária no regime republicano desde 1919 até ao 28 de Maio.

Desconhecia este raciocínio do autor/político.
É quase tirado a papel químico da principal propaganda do Estado Novo salazarento...

Verdadeira similitude que espanta, tanto mais que provém de um dito opositor ao regime. Parece até uma afirmação de um político salazarista de Braga, que se notabilizou pelos "muito bem" ao Salazar, quando este proferia uma qualquer expressão em discurso, nem que fosse uma grande asneira.

Bem que alguém (está-se a ver quem foi...) considerou que o Mário Soares era um Santos da Cunha formado em Direito...

É que aquela situação que se verificou na 1ª. República tem variadissimas causas, cada uma delas com o seu peso. Em especial, a situação financeira do País depois da Grande Guerra, que gerou despesas públicas superacrescidas, a grande inflação daí resultante e também a grande juventude do regime, sujeito a reacções as mais diversas por parte de monárquicos, que apareceram até infiltrados nas hostes do Sidónio.
Mas, o que mais impressiona é que na história do Orçamento (que era, como se sabe, referente aos meses de Julho a Junho do ano seguinte), o respeitante ao ano civil de 1925-1926 (ano do 28/5) estava equilibrado.

Foi a 1ª. vez que o Orçamento apareceu com equilíbrio. E quem era o Minitro das Finanças? O Afonso Costa...

E ninguém faz alusão a isto, que deveria ser realçado por aquele autor, cujo pai foi afinal governador civil no tempo do regime que critica...

Contradições... Mais uma deste homem que nada de bom trouxe ao povo, a não ser para alguns que, como diz o MC, se governaram à grande e à francesa, melhor, que antes eram uns pilha-galinhas e agora nadam em notas de 500 euros...

De todo o modo , é de aplaudir a intervenção do Madina Carreira, mais uma vez sem papas na língua, frontal e directo, como se impõe.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lamentações...

Há uma situação que me envolve e de certa forma me constrange. Sucede que tenho duas vizinhas, irmãs entre si, e que andam sempre a querer arranjar forma de se meterem no que não são chamadas. Duas irmãs verdadeiramente maldosas, para além de muito mal-criadas.
Se houvesse forma de as levar daqui, era um favor que me faziam...
Trata-se pura e simplesmente de vizinhança insuportável.
Ainda agora, arrumei o carro à frente do de uma delas e logo veio ver se tinha batido nele. Incrível, parece que está a vigiar a chegada das pessoas. Depois, as duas põem-se na rua à noite a falar alto e a gritar, daquelas discussões banais e cretinas... Um tormento!... Tanto mais que não descolam e têm dois anantes que as sustentam, ao que parece, já que não há indícios de aqueles trastes (para ser brando!) os sustentarem...
Aguardemos pacientemente o desenrolar natural das coisas...Há que assinalar que ambas são tendencialmente mongolóides e até ambas têm filhos com essas características! Será que a segurança social podia intervir?...

sábado, 8 de agosto de 2009

Rousseau

A propósito da citação no comentário transcrito da trilogia, lembrei-me do Rosseau e sobretudo de uma pequena obra (brochura) que me foi oferecida pelo meu Pai (a quem também tinha sido oferecida, e que, na altura, me disse que o influenciou muito na vida, porque era ainda nuito novo, julgo que ainda saído do liceu). Nessa brochura não consta o nome do autor que escreve sobre a obra do Eminente Rosseau, mas sobressai da capa que se trata de uma publicação de 1905 da Biblioteca Pedagógica da EDUCAÇÃO NACIONAL. É claro que temos de analisar o texto dessa obra à luz dessa data, duma perspectiva/contextualização onde imperavam valores monárquicos misturados com os já assentes valores republicanos...
Dou imagens da capa e do 1º e últimos capítulos a seguir.


















Deambulando... e meditando

Nas minhas deambulações, escrevi no caderninho: "Li há pouco naquele livro do Eco [Eco e Jean-Claud Carrière "A obsessão do Fogo"] que Shakespeare foi traduzido para francês. Mais precisamente, o Hamlet, onde existe a célebre frase "to be or not to be, that´s the question".
Pois, refere o EDco que a tradução foi feita pelo Voltaire e que a traduziu assim: Arrête, il faut choisir e passer à l' instant/ De la vie à la mort ou de l' être au néant" (Pára, é preciso escolher e pensar de imediato/ Da vida à morte ou do ser ao não ser).
Tradução de Voltaire que não entendo. Para mais, o Eco alude a que não está nada mal. Então, a tradução literal seria diferente, porque é que o Voltaire foi tão longe... "Ser ou não ser, eis a questão". Que tem de profundo esta frase? Tudo se explica pelo contexto [em que é dita e por quem é dita].
Acrescento agora que é recisamente este contexto, na peça, que explica a frase e que não pode ter aquela tradução livre de Voltaire. Muito me admra a concordância de Eco!
A desenvolver...

Finalmente, um comentário...

(transcrição)
Já vi os teus textos e as músicas que são fantásticas. Gostei muito do texto das tuas recordações, em especial, quando dizes que viste tudo pelas persianas da janela do quarto. Foi um momento muito traumático que ficou para sempre gravadonos nossos corações.Também me recordo de, juntamente com a Mamã termos acompanhado o Papá até ao portão, ladeado pelos pides,que o levaram , a pé, até ao largo onde o fizeram subir para as trazeiras da carrinha celular preta . Chorámos muito ,foi doloroso ver aquela caminhada e tudo o que se seguiu. Mas, o nosso Pai teve sempre um comportamento exemplar marcado pela simplicidade e aceitação com que vivia a sua deficiência física , a dignidade nos modos e atitudes para com as pessoas- familia,amigos e clientes - e, no total respeito pela liberdade de pensamento dos outros, o que o tornou inesquecível na cidade de Braga . De aristocráticos, à gente mais humilde, de amigos a inimigos tenho a certeza que é , e será sempre lembrado como um Homem honrado , um profissional de primeira àgua, causídico brilhante e eloquente na barra dos tribunais , um acérrimo defensor dos princípios da Liberdade, Fraternidade e Igualdade que desde tenra idade o inspiraram na acção cívica e política contra a ditadura de Salazar. Podemos dizer ,que foi um homem do seu tempo e que o viveu, em pleno , - era elegante,sedutor,com muito sentido de humor e, socialmente, era um gentleman. É o Sr. Dr. Oliveira Braga, -a Pessoa -que permanece para a memória eterna. A política e os medíocres sempre estiveram para além dele. Não merecem ser recordados nem mencionados pelos legítimos herdeiros
de um Homem que , - citando Camões - " ... da lei da morte se vão libertando"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Alguns escritos...



Alguns escritos de meu Pai... e uma dedicatória de Aquilino Ribeiro.

Férias

Uma boa opção... www.clubmarcopolo.es ... e procurar inscrever-se no itinerário das Rias Baixas ... uma viagem pela costa galega de veleiro, passando por Finisterra...
verdadeira aventura!...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reparei...

Em jeito de reparo e somente porque entendo que o aspecto também conta, achei que a Universidade, principalmente Gerais, Pátio e Via Latina estão muito mal conservados. E mais vexatório é que se trata de um património da humanidade...

Construído, é certo, no tempo do Estado Novo, com aquelas fachadas de grandiosidade típicas do regime e também do fascismo (v. as obras de Mussolini, Hitler, etc.) e depois de certos estados comunistas (Rússia, China, etc.).

Mas, nada melhor que a imagem.

Veja-se só a degradação das paredes das capelas no Pátio da Universidade... Podiam estar piores, dir-se-á, mas já assim são vergonhosas... como queremos fomentar o turismo, sem que sejam dadas condições estéticas?

Não há dinheiro? Para onde vão os milhões da UE? Para onde, grite-se, pergunte-se, ninguém quer saber... depois andam todos em luta uns com os outros, talvez para esconder alguma coisa... Em Portugal todos "gritam" (denunciam) uns com os outros por palavras e só escrevem contra os que menos contribuem para a "poluição" (subentenda-se, a corrupção).

Uma falha, um simples esquecimento é logo eleito em cavalo de batalha e, muitas vezes, escondem, fazendo ruído e despistando, a verdadeira causa da causa, ou seja, o verdadeiro culpado (ou culpados).

Deixem de bater no ceguinho, olhem para si próprios, assumam-se e talvez as coisas corram melhor, com maior desenvoltura e possibilidades de trazer benefícios para a sociedade.

Mas, de que vale dizer tudo isto, quando a educação do português é o que é, é o que resulta dos ensinamentos para a malandrice que está a atingir os mais recônditos alicerces do Estado?

Portugal só se emendará, quer dizer, só terá possibilidades de escapar ao desastre anunciado inteligentemente e com perspicácia por MC (Medina Carreira), ou seja, à "dêbacle", se tiver um escol completamente higienizado que lidere uma verdadeira mudança das coisas.

Para isso é necessário saber separar o trigo do joio, procurar uma solução com sabedoria e com base no suporte de qualquer povo: a sua idiossincrazia, a sua genuína capacidade.

Enquanto andarmos todos a criticarmo-nos uns aos outros, só perduraremos este estado de coisas, pois limitamo-nos a lançar a confusão e a dispersão, em vez de a resolvermos...

É a tristeza de um país pobre, que não sabe gerir o que tem... e o que lhe dão de mão beijada.

Só alguns, eleitos os arautos do povo é que beneficiam dessas prendas, desses subsídios, sem dar contas a ninguém...

E é claro, os opinion makers atiram-se à Justiça, aos seus operadores, porque sabem que daí pode vir algum ataque.

Mudem-se, calem-se, envergonhe-se os operadores, porque assim podemos reinar e atirar-lhes à cara as suas faltas... É asim em todos os sectores da mundo do trabalho! Mera javardice... e não há autoridade que valha, nem mesmo autoridade moral!...

Será que Santana Lopes tem razão, quando envereda por caminhos de ordem pessoal condenáveis, dado que afinal a actuação dos prendados, dos arautos da rectidão, está inquinada e propensa a actuar de modo contrário?

Eis a foto de Coimbra (pátio da Universidade), onde se vê o estado das paredes e da pedra dos monumentos:




Repare-se como as paredes estão maltratadas. Mas isto é geral nos edifícios vários. E até a pedra não está conservada...